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Confira as Histórias do Orçamento produzidas pela equipe do Gastos Abertos

Isis Reis - março 30, 2016 em Gastos Abertos

O projeto Gastos Abertos tem por objetivo facilitar a compreensão das pessoas a respeito dos gastos públicos. Para isso, sabemos que o engajamento da sociedade civil organizada e dos veículos de comunicação é fundamental e ajuda a estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos.

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Por isso, a plataforma Gastos Abertos se dedica a permitir que o cidadão acompanhe de forma simples e direta a gestão financeira da sua cidade. A primeira parte de nossos trabalhos se concentra na cidade de São Paulo e, para ilustrar o que é possível fazer com os dados disponíveis em nosso site e em portais da transparência, lançamos as Histórias do Orçamento.

As Histórias do Orçamento são matérias jornalísticas voltadas à apuração do orçamento da cidade de São Paulo por meio de dados abertos, disponibilizados on-line por diversos canais e tratados pela equipe Gastos Abertos em parceria com o Volt Data Lab.

Até agora, já mostramos que os atrasos em repasses federais em 2015 seguram execução orçamentária de secretarias da cidade de São Paulo, que os reajustes de professores municipais de SP ficaram acima da média nacional nos últimos três anos e os números do programa WiFi Livre em São Paulo.

Além dos dados trabalhados, o Gastos Abertos disponibiliza também os ‘making ofs’ das Histórias do Orçamento, que mostram que passos seguir para produzir sua própria matéria sobre o orçamento paulista, ensinando o caminho das pedras na busca dos dados públicos, na limpeza de tabelas e no tratamento das informações, e indicando ferramentas para visualização.

Assim, é possível conferir como a matéria sobre os atrasos foi feita, como a comparação entre os salários dos professores municipais de São Paulo e a média nacional foi produzida e que fontes foram consultadas para mostrar os gastos do programa WiFi Livre São Paulo.

Vamos melhorar a participação cidadã no orçamento público?

thiago.rondon - fevereiro 16, 2016 em Gastos Abertos

Estou muito entusiasmado em contribuir com o Gastos Abertos da Open Knowledge Brasil como o novo coordenador do projeto, com uma proposta que não é apenas o desenvolvimento de transparência e visualização de dados do orçamento, mas também a possibilidade de criarmos um caminho para participação cidadã através do orçamento público.

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Assumo o projeto com a equipe do AppCívico com o objetivo de melhorar a participação cidadã e prestação de contas pelos municípios do orçamento público, e para isto acredito que devemos mapear o que aprender e discutir sobre o orçamento público e até que ponto a tecnologia pode ajudar nessa questão.

  • O orçamento público pode ser colaborativo até que ponto? Os compromissos assumidos pela lei sobre os gastos públicos, principalmente na esfera federal, podem ser consultados ou estão abertas para participação cidadã?
  • O orçamento público é planejado de maneira correta? Qual o impacto quando o planejamento não ocorre? Como podemos mitigar estes problemas com ajuda do cidadão?
  • Quais as melhores práticas para o cidadão poder participar das escolhas e prioridades de interesse público no orçamento público? Quais dispositivos o cidadão pode utilizar para pressionar?
  • Quais são os outros setores ou áreas que podem contribuir para uma melhora da execução orçamentária como resultado?
  • Como a transparência e prestação de contas pode auxiliar o desenvolvimento de uma sociedade? Como fomentar a criação de novas tecnologias para geração de tendências, cruzamento de informações e instrumentos para a fiscalização?
  • Plataformas digitais podem promover a democracia participativa ou a democracia direta no orçamento público? Caso sim, como criarmos uma boa experiência e a compartilhamos para que seja replicada?

Assim que recebi o convite, comecei a escrever uma teoria de mudança para poder organizar todas as atividades e prioridades do projeto, e a primeira versão é esta aí. Caso queira visualizar melhor ou contribuir, clique neste link.

Resultados sociais

O objetivo social do projeto é provocar a criação e crescimento de um ecossistema de atores e políticas públicas para construir um processo orçamentário mais aberto e participativo baseado no contexto de cada município, fazendo com que os tomadores de decisão e cidadãos possam encontrar as melhores metodologias e maneiras de trabalharem juntos.

Resultados sobre tomadores de decisão

Oferecer todos os instrumentos necessários para que os tomadores de decisão possam implementar um processo orçamentário mais aberto e participativo como política pública e com uma visão de continuidade.

Melhorias no cenário atual

Ajudar a criar e fortalecer movimentos locais (grassroots), utilizando uma plataforma de brigada on-line onde as pessoas poderão se juntar de maneira simples utilizando redes sociais existentes, incluindo nesse processo influenciadores locais (grasstops) com o objetivo de potencializar o objetivo social do projeto.

Resultados esperados para o projeto

O projeto tem como objetivo criar um novo canal de comunicação para promover uma participação mais efetiva e qualificada no processo orçamentário, através de acesso à informação pública e dados de orçamento abertos de qualidade e maior interatividade entre a rede de cidadãos engajados. Facilitar e promover o monitoramento das ações previstas no orçamento público também será um ponto chave do projeto.

Trabalhos necessários para o inicio do projeto

Para o início do projeto é necessário criar uma equipe e alianças estratégicas para validar, criar e compartilhar conhecimento nesse território, e principalmente como os passos seguintes podem ser realizados. Já temos alguns parceiros mapeados e em breve iremos divulgar suas funções.

Participe!

Convido a todos a se inscrever na lista de discussão dos Gastos Abertos, no qual vamos utilizar como canal de comunicação, divulgação das atividades e para discutirmos estas e outras questões. Nos próximos dias, vamos divulgar a evolução dos primeiros passos.

Referências externas

Essa semana na Rede pelo Conhecimento Livre

Tom - dezembro 4, 2015 em Escola de Dados, Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil, Sociedade

Pedro Marin aula Gastos Abertos

Pedro Marin explicando sobre orçamento público em curso do projeto Gastos Abertos.

Essa semana foi bastante intensa na Rede pelo Conhecimento Livre! Começou o curso do projeto Gastos Abertos. No primeiro módulo das aulas, Pedro Marin explicou um pouco sobre orçamento público e Diego Rabatone falou sobre dados abertos e alguns conceitos importantes para jornalistas contarem suas histórias, como o que é uma API. Saiba o que ocorreu nos primeiros dias do curso.

Na comunidade Transparência Hacker, Carlos Junior anunciou o início do projeto Mapa da Saúde, que mapeará todos os órgãos de saúde do Brasil, permitindo a visualização de dados e promovendo uma reflexão mais ampla sobre os problemas na área de saúde enfrentados pelo país.

Mapa de Saude

A Lei de Acesso à Informação também foi regulamentada em todos os órgãos do judiciário do Brasil. Os tribunais e conselhos terão 120 dias, a partir da publicação da resolução, para colocar as novas normas em vigor. Veja mais informações aqui.

O GobAPP, think tank do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou um convite à apresentação de trabalhos de sobre o uso de Dados Abertos e Big Data para tratar dos desafios do desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Os interessados têm até 15 de janeiro de 2016 para enviar seus trabalhos por este link.

A FGV DAPP, colaboradora da Open Knowledge Brasil, que construiu com nosso apoio o Mosaico Orçamentário, lançou a página Transparência Política, a fim de mostrar dados públicos sobre política de forma interativa para permitir análises. Além do Mosaico Orçamentário, há a ferramenta Câmara Transparente, onde é possível ver quem financia nossa representação política.

Camara Transparente

Câmara Transparente, nova ferramenta da FGV DAPP

Por fim, nesse domingo, dia 6 de dezembro, ocorrerá em São Paulo as votações para conselheiros do Conselho Participativo da cidade. O É Nóis e o LabHacker desenvolveram uma ferramenta que permite consultar seu local de votação e todos candidatos. Acesse!

Open Knowledge Brasil fecha parceria com Aos Fatos para projeto Gastos Abertos

Isis Reis - novembro 27, 2015 em Gastos Abertos

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A Open Knowledge Brasil fechou, nesta tarde (27/11), uma parceria com a plataforma Aos Fatos para a produção de uma série de matérias para o projeto Gastos Abertos, que tem seu lançamento previsto para o final deste ano.

Aos Fatos é uma plataforma de jornalismo para verificação de discurso que funciona, hoje, em fase de testes. Trata-se de um grupo de jornalistas e programadores que checam o que os políticos dizem e fazem — e contextualizam acontecimentos da política nacional de forma didática e intuitiva. A iniciativa é a primeira plataforma multimídia brasileira de cobertura diária dedicada à verificação do discurso público, financeira e politicamente independente, calcada no jornalismo investigativo e na checagem de fatos.

No momento, a equipe da iniciativa realiza uma campanha de crowdfunding a fim de arrecadar R$30.000 como parte de seus primeiros esforços financeiros para tornar-se um meio mais perene. “O financiamento coletivo é uma solução que encontramos para manter a independência e aproximar o leitor da nossa técnica”, afirmam em sua página no Benfeitoria.

A parceria fechada com a Open Knowledge Brasil, de R$8.000, diz respeito à elaboração de doze matérias investigativas utilizando dados orçamentários, ferramentas e conhecimentos disponibilizados pelo projeto Gastos Abertos e também pela Escola de Dados. Até agora, a equipe de Aos Fatos arrecadou R$16.933. Clique aqui para colaborar com a campanha.

O projeto Gastos Abertos tem como objetivo fornecer ferramentas para que a sociedade civil organizada e os veículos de comunicação possam estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos de suas cidades. A iniciativa é inspirada no Open Spending, da Open Knowledge Internacional, focando nos dados orçamentários brasileiros, inicialmente a partir da cidade de São Paulo.

Finalista do Desafio de Impacto Social do Google no Brasil, o Gastos Abertos trabalha na construção de ferramentas que vão permitir a qualquer cidadão com acesso à Internet fazer visualizações de forma fácil, detalhada e amigável da avalanche de dados ligados aos gastos públicos. E para que as ferramentas sejam realmente bem aproveitadas, o projeto oferece treinamento e capacitação aos cidadãos por meio da Escola de Dados, projeto ligado à Open Knowledge Brasil.

 

Escola de Dados oferece curso gratuito para jornalistas em São Paulo sobre dados orçamentários

Natália Mazotte - outubro 27, 2015 em Escola de Dados, Gastos Abertos

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Curso vai ensinar jornalistas a contar histórias com dados do orçamento público da cidade de São Paulo. Crédito da imagem: Pixabay

Jornalistas interessados em entender como utilizar os dados orçamentários para fazer análises e criar histórias interativas podem se inscrever na primeira edição das oficinas Gastos Abertos, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro. O curso é gratuito e será oferecido pela Escola de Dados como parte do projeto Gastos Abertos, da Open Knowledge Brasil, premiado como finalista do Desafio Social do Google.

As inscrições podem ser feitas a partir deste domingo, 25 de outubro, até 23h59 do dia 8 de novembro, por meio de formulário online (clique aqui para acessá-lo). Serão selecionados até 20 participantes e o resultado será divulgado no blog da Escola de Dados no dia 13 de novembro.

O curso é dividido em dois módulos e conta com o apoio da FIAP e do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito São Paulo. O primeiro módulo vai apresentar como funciona o orçamento público municipal, as fontes dos dados orçamentários e como verificar contratos e licitações públicas. O segundo módulo traz um panorama sobre jornalismo de dados, apresentando as principais técnicas e ferramentas utilizadas para busca, extração, limpeza, interpretação e visualização de dados.

Ao final do curso, os alunos terão projetos próprios de narrativas jornalísticas com o uso de dados sobre o orçamento público. A metodologia do curso envolverá aulas expositivas e atividades em grupo guiadas pelos tutores. O objetivo é que, com mais conhecimentos sobre como analisar os dados orçamentários, os jornalistas possam abordar melhor o assunto em seus veículos e estimular os cidadãos a acompanhar e influenciar as tomadas de decisão sobre os gastos públicos.

Jornalistas e estudantes de Comunicação podem se inscrever. A seleção dos candidatos avaliará o grau de experiência em jornalismo e o potencial de aplicação dos ensinamentos, não sendo necessário conhecimento prévio em jornalismo de dados.

Entre os tutores estão Natália Mazotte, coordenadora da Escola de Dados no Brasil; Pedro Marin, doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV e coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo; Rodrigo Burgarelli, repórter do jornal O Estado de S. Paulo com experiência em administração pública e jornalismo de dados; e Diego Rabatone, co-fundador do Grupo de Estudos de Software Livre da Poli-USP e ex-membro do Estadão Dados.

O projeto Gastos Abertos vai oferecer visualizações fáceis e intuitivas sobre o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Como parte do projeto, a Escola de Dados vai oferecer cursos presenciais e um curso massivo online, todos gratuitos, sobre orçamento público e uso de dados.

A Escola de Dados, um programa que no Brasil nasceu dentro do capítulo brasileiro da Open Knowledge, é parte de uma comunidade global que trabalha para capacitar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos para usar dados de forma eficaz em seus esforços para criar sociedades mais justas. Nossa missão é ensinar as pessoas a ter insights poderosos e criar histórias interessantes, utilizando dados abertos.

Curso “Como o governo gasta nosso dinheiro”

Realização: Escola de Dados

Inscrições: de 13 a 24/11, por meio de formulário disponível neste link

Resposta aos selecionados: 28/11, no blog da Escola de Dados

1º Módulo – Orçamento Público

Quando: 30/11 a 02/12, de 8h30 às 12h

Onde: FIAP, Av. Paulista, 1106, 7º andar – Bela Vista, São Paulo

2º módulo – Análise e Visualização de dados

Quando: 7/12 a 11/12, de 8h30 às 12h

Onde: FGV/SP, R. Rocha, 233 – Bela Vista, São Paulo

*Apoio: FIAP e GEPI /FGV DIREITO SP (Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação – projeto Democracia Digital)

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GEPI FGV - LOGO

 

 

 

 

 

Post original em: http://escoladedados.org/2015/10/25/escola-de-dados-oferece-curso-gratuito-para-jornalistas-em-sao-paulo-sobre-dados-orcamentarios/

Brasil ganha ferramenta de visualização de orçamento construída em parceria com a Open Knowledge

Jamila Venturini - dezembro 1, 2014 em Gastos Abertos, Sociedade

Foi lançado ontem, 30 de novembro, o Mosaico Orçamentário, uma ferramenta de visualização de dados do Orçamento Federal desenvolvida a partir do Open Spending, da Open Knowledge Internacional (OKI). A iniciativa é da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) em parceria com a Open Knowledge Brasil e o jornal O Globo e disponibiliza aos cidadãos dados do orçamento federal de 2001 a 2014, oferecendo a possibilidade de filtragem por temas, por órgãos e também pela distribuição de partidos políticos. Além disso, todas bases de dados estão disponíveis para download num formato aberto (CSV). Segundo Marco Aurélio Ruediger, diretor da FGV-DAPP, a ferramenta busca promover a transparência, “um vetor central não só para aumentar a confiança da sociedade civil nas instituições, como para a melhoria das políticas públicas”.

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Mosaico Orçamentário disponibiliza dados do orçamento federal de 2001 a 2014 com possibilidade de filtragem por temas, órgãos e partidos políticos

O Mosaico utiliza informações públicas obtidas no portal SIGA Brasil, do Senado Federal. Segundo Ruediger, a obtenção dos dados foi um desafio para o projeto. “O banco de dados do orçamento do senado foi central, é um trabalho que tem um viés republicano importante. Nos estados não existe nada tão acessível assim”, conta. Apesar de já estarem disponíveis, os dados são difíceis de serem interpretados por pessoas que não estejam familiarizadas com a linguagem do orçamento. “Nosso  trabalho conseguiu deixar a informação mais clara pro cidadão mediano”, afirma. Para ele, o desafio maior agora é que os dados continuem sendo disponibilizados.

O desenvolvimento da ferramenta levou um ano e meio e envolveu uma equipe de 19 pessoas, entre cientistas políticos, economistas, sociólogos, desenvolvedores de software (TI) e profissionais de design. A iniciativa partiu de uma conversa entre a FGV-DAPP e a Open Knowledge Brasil (OKBr) e Internacional sobre alguns trabalhos de abertura de dados e visualizações de orçamento e contou com apoio técnico da OKBr sobre a parte tecnológica (abertura de dados e de software) e de uma equipe da FGV sobre questões conceituais sobre o orçamento.

Open spending

O Open Spending, da rede da Open Knowledge, é um banco de dados de informações financeiras públicas que permite rastrear e analisar o dinheiro ao redor do mundo. Ele inclui orçamentos, dados sobre gastos, planilhas de balanço, etc., e é contruído por uma comunidade de usuários e colaboradores de diversos locais e mantido pela OKI.

Ruediger destaca a importância que o uso de um software livre teve para a evolução do Mosaico Oraçamentário. Partindo de uma primeira versão desenvolvida pela Open Knowledge Brasil (OKBr), o grupo da FGV-DAPP conseguiu realizar uma série de modificações e adaptações. “Pudemos fazer evoluir não só o código e dar uma confiabilidade enorme, mas a versão que vai pro ar agregou um entendimento bastante poderoso do orçamento público e de suas matizes”, conta. Ele ressalta que todo o conhecimento agregado pela FGV na ferramenta segue livre e aberto para que a comunidade possa se apropriar e continuar desenvolvendo.

O Open Spending já foi adaptado em países com Bósnia, Eslováquia, Inglaterra, Camarões, Uganda, entre outros e também foi usado pelos governos de Bolonha e Berlim para criar visualizações de orçamento. Veja mais projetos baseados no Open Spending aqui.

Orçamento

O Mosaico Orçamentário é o quinto projeto envolvendo dados de orçamento promovido ou apoiado pela OKBr. Além dele, a rede promoveu as ferramentas Orçamento ao Seu Alcance, Cuidando do Meu Bairro e o Gastos Abertos. Além disso participou da pesquisa sobre dados de portais de transparência em parceria com o Intituto de Estudos Socioeconômicos.

Saiba mais:

Gastos Abertos: primeira reunião propõe plataforma ideal de visualização orçamentária

Jamila Venturini - setembro 25, 2014 em Gastos Abertos

A Open Knowledge Brasil (OKBr) deu o primeiro passo para contribuir no debate sobre como o governo gasta nosso dinheiro. Mais de 30 representantes da sociedade civil, imprensa, academia e setor público se reuniram em São Paulo no dia 8 de setembro para discutir o projeto Gastos Abertos. A iniciativa pretende oferecer ferramentas e cursos para que qualquer um entenda o que os governos fazem com o dinheiro público. O projeto recebeu apoio do Google e foi finalista do Desafio de Impacto Social | Google Brasil.

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Participantes durante a primeira reunião do projeto Gasto Abertos

Nesse primeiro encontro, os convidados e convidadas discutiram os primeiros passos do projeto. Os participantes foram divididos em grupos – membros da academia, imprensa e organizações da sociedade civil – para pensar quais as principais demandas com relação a dados orçamentários e como seria uma plataforma ideal com esses dados, focado, numa primeira etapa, no orçamento da cidade de São Paulo. Representantes do poder público, como da Secretaria de Planejamento da cidade de São Paulo (Sempla), também acompanharam as discussões e participaram das dinâmicas com suas contribuições.

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Metodologia e resultados

Durante a reunião, os grupos analisaram portais nacionais e internacionais tidos como referência na disponibilização de dados. Depois, apontaram elementos que consideravam importantes nessas plataformas, o tipo de visualizações que consideravam mais interessantes e quais recursos costumam utilizar com mais frequência (downloads, filtros, comparações, etc.).

Ao final, os participantes colocaram no papel características de uma plataforma ideal para visualização e acesso aos dados orçamentários. A conclusão do grupo foi que ela deveria trabalhar com planejamento e execução orçamentária (receitas e despesas) e com dados atualizados no maior nível de detalhamento possível. Entre as funcionalidades desejadas estariam o download de dados completos ou recortes específicos, filtros, cruzamentos e fontes com link e órgão responsável. Além disso, os dados deveriam estar disponibilizados em diferentes formatos.

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Os resultados, que servirão como base para os primeiros protótipos do Gastos Abertos previstos para o final de 2015, estão disponíveis aqui.

Acompanhem o blog da Open Knowledge Brasil para as novas atividades do projeto ou inscreva-se na lista de e-mails do projeto, que é aberta para qualquer pessoa participar.

Saiba mais

Audiências públicas para a elaboração do orçamento de São Paulo para 2015

Tom - agosto 21, 2014 em Gastos Abertos, Sociedade

Nos dias 30 de agosto e 6 de setembro serão realizadas, nas 32 subprefeituras da cidade de São Paulo, audiências públicas nas quais a elaboração do Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2015 (Ploa 2015) estará em pauta.

Os encontros estão sendo coordenados pela Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sempla,) em parceria com as demais secretarias da Prefeitura de São Paulo, os conselhos participativos municipais debateram a priorização de projetos para que fosse avaliada a viabilidade de sua inclusão no orçamento do próximo ano.

Audiencias Publicas - Sao Paulo

Acreditamos ser importante a nossa participação dessas audiências públicas para começarmos a entender melhor o orçamento pública da cidade de São Paulo, principalmente agora que estamos executando o projeto Gastos Abertos, que recebemos uma premiação recentemente do Google.

A programação completa nos dias 30 de agosto (sábado) e 6 de setembro (sábado) pode ser encontrada aqui. Gostaríamos de convidar todos interessados em participar do projeto Gastos Abertos identificarem a subprefeitura responsável por administrar seu bairro e a colocarem seus nomes na audiência que participará:

Todas pessoas interessadas em entender melhor o orçamento de São Paulo e participar do projeto Gastos Abertos estão gentilmente convidadas a se envolverem com essas atividades relacionadas ao orçamento público e da lista de e-mails do Gastos Abertos (pública). Será bastante útil se você puder contribuir com um relato sobre sua participação nessas audiências e começarmos a compreender melhor o maior orçamento municipal do país. Participe!

Open Knowledge Brasil e Escola de Dados recebem premiação na final do Desafio de Impacto Social Google | Brasil

Marco Túlio Pires - maio 10, 2014 em Escola de Dados, Gastos Abertos, Open Knowledge Brasil

Marco Túlio Pires (Escola de Dados), Thiago Rondon, Carol Riley, Gisele Craveiro e Everton Zanella (todos da Open Knowledge Brasil), receberam, em nome do projeto Gastos Abertos, o prêmio de 500 mil reais na final do Desafio de Impacto Social Google | Brasil - See more at: http://escoladedados.org/2014/05/09/escola-de-dados-recebe-premiacao-na-final-do-desafio-de-impacto-social-google-brasil/#sthash.JOVDkhiM.dpuf

Marco Túlio Pires (Escola de Dados), Thiago Rondon, Carol Riley, Gisele Craveiro e Everton Zanella (todos da Open Knowledge Brasil), receberam, em nome do projeto Gastos Abertos, o prêmio de 500 mil reais na final do Desafio de Impacto Social Google | Brasil

(Post original no blog da Escola de Dados)

A Escola de Dados, junto da Open Knowledge Brasil, foi premiada nesta quinta-feira com 500 mil reais no Desafio de Impacto Social Google | Brasil, com o projeto Gastos Abertos. Ao todo, mais de 750 projetos de todo o Brasil foram submetidos ao Google. Dez foram selecionados para a grande final e quatro receberam o prêmio máximo de um milhão de reais, escolhidos por uma banca de jurados. Os outros seis projetos receberam 500 mil reais, cada.

A final do Desafio de Impacto Social Google | Brasil foi muito disputada e estamos emocionados e honrados de fazer parte desse grupo fantástico de projetos. Estamos também profundamente agradecidos com a generosidade do Google, que resolveu premiar não apenas quatro ONGs, mas todas as dez finalistas. Infelizmente, os vídeos divulgados no site do Google não fazem jus à qualidade das ONGs e profissionais envolvidos nas iniciativas. Só quem estava no escritório do Google nesta quinta-feira pôde conhecer um pouco mais das pessoas e dos projetos, que vão desde construir uma geladeira solar para comunidades da amazônia até um serviço de SMS que informa mães sobre a criação de seus bebês.

O projeto Gastos Abertos, proposto pela Open Knowledge e Escola de Dados, vai oferecer visualizações fáceis e intuitivas sobre o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Não apenas isso, aqui na Escola vamos oferecer cursos online e offline sobre gastos públicos, de modo que qualquer um possa replicar o projeto em sua cidade ou estado.

Para que o maior número de pessoas possa ter contato com o projeto estamos firmando parcerias com portais de notícias. Vamos publicar conteúdo periódico nesses lugares com informações encontradas no Gastos Abertos. O portal PdH e o Gizmodo Brasil confirmaram a parceria e estamos conversando com outros canais.

Mais do que uma vitória da Open Knowledge e da Escola de Dados, a premiação e o reconhecimento do Google em relação ao Gastos Abertos é uma vitória de toda a comunidade que luta por transparência e por dados abertos. Esperamos que o Gastos Abertos possa dar contribuições importantes para um debate que já existe há anos no Brasil e que vem acumulando uma série de vitórias no âmbito legal (com a Lei de Acesso à Informação, por exemplo), mas que ainda carece de muitos pontos de pressão externos para ser considerada realidade.

Fiquem ligados, ainda falaremos muito sobre o Gastos Abertos, aqui e em outros lugares!

Veja mais:

Por que devemos abrir os gastos brasileiros

Marco Túlio Pires - abril 30, 2014 em Gastos Abertos, Sociedade

O brasileiro trabalha 5 meses por ano para pagar seus impostos. Se trabalhamos 8 horas por dia isso significa que durante 3 horas e 20 minutos o nosso esforço gera dinheiro que não vai pagar as nossas contas. Não vai por comida na nossa mesa. Não vai pro nosso bolso. Todo esse dinheiro vai para os cofres públicos na forma de impostos que pagamos. Ele deveria garantir principalmente os direitos sociais descritos na Constituição brasileira, no Capítulo II, Artigo 6º: educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.

Se na nossa vida privada sabemos exatamente para onde vai cada centavo dos 7 meses que nos sobram de trabalho no ano, o dinheiro que vai para os cofres públicos — aquele, fruto de 5 meses do nosso esforço — não recebe, tristemente, a mesma atenção. Fazemos pouco caso dos gastos em nossas cidades, em nossos estados, no Brasil. Um efeito colateral sério da nossa democracia representativa.

Se eu te perguntar quanto você recebeu no fim do mês passado a resposta está na ponta da língua. Agora, e se nos perguntássemos quanto o nosso prefeito teve disponível do NOSSO dinheiro (inclusive o dele!) no ano de 2013? Sabemos quanto foi para cada área que cuida dos nossos direitos sociais?

Quando perdemos o controle dos gastos em casa, começam as dívidas. As coisas faltam. Ficamos infelizes. Não é de se estranhar, então, que não estamos felizes com o nosso Brasil. Afinal, apesar de termos elegido pessoas que apontarão equipes para cuidar dos gastos públicos, pouco fazemos para fiscalizar esse trabalho. Para saber o que realmente aconteceu. O quanto foi empenhado e porquê.

Contudo, somos muito bons em apontar o que está dando errado. Sentimos na pele, todos os dias, nos ônibus lotados, nas filas dos hospitais, nas escolas desequipadas, nos bairros sem saneamento básico, sem energia elétrica, na falta de segurança e na insuficiente assistência que damos aos desamparados.

O que podemos fazer então? Vamos reclamar, sim. Ficamos indignados. Às vezes descontamos em quem não merece. Mas vamos também tomar consiência. Vamos conhecer e entender como funcionam os gastos públicos. De onde vem o dinheiro, para onde ele vai. Quanto foi previsto, quanto foi gasto. Daí, sim. Teremos condições de cobrar mudanças sólidas, permanentes. Como?

É possível mostrar que pode ser fácil e intuitivo acompanhar o que o governo está fazendo com o nosso dinheiro. Uma plataforma digital que mostre essas visualizações pode ser um primeiro passo importante para a tomada de consciência e um primeiro contato com o assunto. Não é possível cobrar mudanças sólidas e relevantes sem antes entender o problema, de uma ponta a outra. Temos também que descobrir formas para que qualquer pessoa possa levar essa plataforma para seu estado ou sua cidade. Onde houver governante gastando o nosso dinheiro, precisamos ir mostrar para a população que é muito fácil e intuitivo entender o processo para que todos possam cobrar mudanças concretas e chegar mais perto do Brasil que queremos.

Clique e voto do projeto Gastos Abertos!Marco Túlio Pires é coordenador da Escola de Dados, uma iniciativa da Open Knowledge Brasil — finalistas do Desafio de Impacto Social Google | Brasil, com o projeto “Gastos Abertos”. Conheça nosso projeto Gastos Abertos e vote aqui.

Artigo originalmente publicado no Brasil Post. Imagem do destaque por Rodrigo Denúbila.

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