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Países do G8 precisam fazer mais pela transparência de informações essenciais

Tom - junho 14, 2013 em Governo Aberto

COMUNICADO DE IMPRENSA. São Paulo, Brasil, 14 de junho de 2013. Publicações em outras línguas aqui. No Público do Estadão aqui

Um dos três tópicos mais importantes da conferência do G8, que se realizará na Irlanda do Norte na próxima semana, será a questão dos dados abertos e da transparência da informação. Foram divulgados hoje os resultados preliminares do Censo de Dados Abertos global, mostrando que os países do G8 ainda estão longe de divulgarem informações elementares em formato aberto. O Grupo dos Oito (G8), que não inclui o Brasil, reúne países industrializados e a Rússia.

O Censo de Dados Abertos (Open Data Census, veja http://census.okfn.org) é feito pela Open Knowledge Foundation (OKF) com a colaboração de uma rede internacional de especialistas e seus grupos locais, incluindo o do Brasil. Esse censo mede o grau de transparência de dados relevantes para a divulgação e a prestação de contas, tais como resultados eleitorais e gastos do governo, assim como dados essenciais na prestação de serviços, mapas e tabelas de horários de ônibus. Os dados completos do Censo de 2013 serão divulgados ainda neste ano.

open data census g8

Os dados preliminares mostram que, embora a Inglaterra e os Estados Unidos tenham avançado na abertura de dados essenciais, ambos ainda têm trabalho a fazer. Apenas a Alemanha publicou dados incluindo códigos postais, que são necessários para aplicativos e serviços que utilizam geolocalização, e nenhum país do G8 teve boa avaliação na questão dos dados de cadastros sobre empresas. Já a Rússia não publicou nenhuma informação relevante no formato de dados abertos. Os dados completos estão no site da OKF, em http://census.okfn.org/g8

O fundador da Open Knowledge Foundation, Rufus Pollock, disse: “Estamos felizes com o fato de que muitos países do G8 indicaram seu apoio ao compromisso dos dados abertos. Entretanto, os resultados de hoje demonstram que o progresso ainda está muito aquém do prometido. Pedimos publicamente para que os líderes do G8 tornem suas promessas realidade e para que tenham um papel de liderança em abrirem os dados do mundo, para que sejam líderes da responsabilidade e transparência pública.”

Gisele Craveiro, pesquisadora do GPoPAI/USP e membro da OKF Brasil, comentou: “Levantamentos amplos como é o Censo de Dados Abertos contribuem em primeiro lugar para disseminar a cultura de abertura, transparência e participação. Além disso, essa comparação estimula que melhores patamares sejam alcançados por essas nações.” Gisele, também representante da sociedade civil na Infraestrutura Nacional de Dados Abertos (INDA), completa: “Para citar apenas um exemplo, há que se avançar em mecanismos de participação social no processo de abertura de dados para que avanços sociais, políticos e econômicos sejam alcançados. No Brasil, temos a INDA, responsável pela definição de ações e políticas em prol da abertura, assim como a recente Lei de Acesso à Informação, uma das mais avanças para obtermos dados legíveis por máquina. No momento, a discussão e o trabalho se dão para que haja a mobilização entre os diferentes escalões do governo e atores da sociedade civil.”

Chris Taggart, da organização OpenCorporates, o maior banco de dados de empresas registradas abertamente do mundo, disse: “Cadastros sobre empresas são registros públicos fundamentais da criação e existência de companhias. Hoje vivemos em um mundo onde grandes corporações podem consistir de redes opacas de milhares de companhias interligadas, evitando o escrutínio e a competição. Criminosos, lavadores de dinheiro, oficiais corruptos e fraudadores usam rotineiramente essas redes de companhias de fachada para esconder e mover dinheiro. Nesse contexto é essencial que o acesso à informações sobre o estatuto e constituição de cada companhia não sejam apenas disponíveis livremente, mas disponíveis com licenças de dados abertos e que consistam em dados processáveis por máquina. Os resultados do Censo de Dados Abertos apresentados hoje demonstram como essa mensagem ainda não chegou a muitas das maiores nações do mundo. “

FIM

CONTATO

  • Para obter mais informações sobre a Open Knowledge Foudation no Brasil: info ARROBA br.okfn.org
  • Para questões no âmbito internacional e em inglês: press ARROBA okfn.org / +44 (0) 7795 176976
  • Open Knowledge Foundation Brasil – Rede Pelo Conhecimento Livre http://br.okfn.org

Trazendo o Guia de Jornalismo de Dados para os jornalistas brasileiros

Tom - março 30, 2013 em Jornalismo de dados

Este artigo foi escrito por Liliana Bounegru do European Journalism Centre no blog da Open Knowledge Foundation e no DataDrivenJournalism.net.

Como você deve saber, o Guia de Jornalismo de Dados (Data Journalism Handbook) é um livro com seu conteúdo livre construído colaborativamente que mostra aos jornalistas como usar dados para melhorar notícias.  Quando publicado pela primeira vez no ano passado, abrimos uma chamada para ver se haviam pessoas interessadas em ajudar a traduzir o livro na sua língua. A resposta foi avassaladora. Alguns meses depois, tínhamos mais que 400 inscritos. Desde então, tem sido um trabalho duro organizar uma iniciativa de tradução global – trabalhando com jornalistas, organizações de comunicação e universidades para traduzir e contextualizar o livro para os públicos ao redor do mundo.

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Hoje temos o prazer de anunciar que um grupo de mais de 30 jornalistas brasileiros e estudantes estão traduzindo o livro para o português. O projeto está sendo coordenado pelo grupo de jornalismo investigativo, a Abraji, com apoio do European Journalism Centre - EJC - (Centro Europeu de Jornalismo).

“Desde a sua fundação, há dez anos atrás, a Abraji tem trabalhado duro para expandir reportagens com a assistência de computadores e jornalismo de dados no Brasil. Então é quase que uma obrigação e certamente uma honra para nós ajudar na tradução o Guia de Jornalismo de Dados para o português. Jornalistas brasileiros se beneficiarão bastante”, diz Josér Roberto de Toledo, vice-presidente da Abraji e pioneiro em reportagens assistidas por computadores.

A Abraji e o EJC estão trabalhando próximos com o recentemente anunciado Guia de Jornalismo de Dados para a América Latina, que será construído a partir do nosso Guia de Jornalismo de Dados focado no público alvo da América Latina. Três outras traduções, para o árabe, chinês e espanhol, estão em andamento e serão publicadas ainda esse ano. O  livro já foi traduzido para o russo.

Se a sua organização de comunicação está interessada em coordenar uma tradução para sua língua local, adoraríamos que você entrasse em contato (em inglês).

Rufus Pollock e Helen Darbishire debatem dados abertos e acesso à informação na Matilha Cultural

Tom - abril 12, 2012 em Eventos, Parceiros

Sobre o evento

Na próxima quinta-feira, 19 de abril, às 20h30, Rufus Pollock, um dos fudadores da Open Knowledge Foundation, e Helen Darbishire, uma das fundadoras da Access Info, debatem sobre dados abertos e acesso à informação na Matilha Cultural, em São Paulo.

O evento: Com a sanção da lei de acesso a informação pública no Brasil no final de 2011 após longos anos de debate e pressão da sociedade civil, instituições públicas de todas esferas passaram a correr atrás após todo esse tempo de espera e estão começando a publicar seus dados em formato aberto. Com a presença de um dos fundadores das organizações sem fins lucrativos Open Knowledge Foundatione e Acess Info, Rufus Pollock e Helen Darbishire, respectivamente, debateremos o que de melhor está ocorrendo sobre esses temas no mundo e como o Brasil poderá avançar para um maior acesso a informações públicas e porque esses dados precisam ser abertos. O debate será mediado pelo coordenador de comunidades da Open Knowledge Foundation no Brasil, Everton Zanella Alvarenga, e pelo pela coordenador(a) de projetos do Artigo 19 no Brasil, Arthur Massuda Laura Tresca (surgiu um conflito de horário inadiável para o Arthur).

Palestrantes: Dr. Rufus Pollock é co-fundador e diretor da Open Knowledge Foundation, e fellow da Shuttleworth Foundation, e associado do Centro para a Propriedade Intelectual e Direito da Informação na Universidade de Cambridge e membro da RSA. Ele trabalhou extensivamente como um estudioso e desenvolvedor nas questões sociais, legais e tecnológicas relacionadas à criação e compartilhamento de conhecimento e atuou como conselheiro oficial de dados abertos para vários governos.

Helen Darbishire é uma ativista dos direitos humanos especializada em direito público de acesso à informação (liberdade de informação), e o desenvolvimento de sociedades abertas e democráticas com governos participativos e transparentes. Helen é fundadora e diretora executiva da Access Info, fundada em 2006 para promover o direito de acesso à informação na Europa e pelo mundo. Tem trabalhado por mais de 20 anos como uma profissional dos direitos humanos, com focos em questões de liberdade de expressão e informação, liberdade de imprensa, desenvolvimento da sociedade civil e democratização.

Inscrições e atividades extras

Para participar do evento, preencha o formulário abaixo com seu nome e email (as vagas são limitadas)

Sortearemos após o evento duas camisetas da Open Knowledge Foundation para pessoas presentes inscritas acima. Também iniciaremos nossas atividades antes do debate, às 19h, fazendo camisetas da Open Knowledge Foundation em estêncil. Você apenas precisará trazer uma camiseta e tinta para tecido que pintaremos para você!  

Anunciaremos as atividades da Open Knowledge Foundation no Brasil, como publicação para o português do Guia de Dados Abertos, traduzido pela comunidade e sendo produzido junto com a W3C Brasil, entre outras. Também apresentaremos os planos de tradução de um guia de jornalismo de dados, desenvolvido pela Open Knowledge Foundaiton, e do Legal Leeks, desenvolvido pela Access Info. Mais informações em http://br.okfn.org

Após o debate sairemos para uma pizza na região!

Matilha Cultural

A Matilha Cultural é uma entidade independente e sem fins lucrativos, instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. A Matilha integra um espaço expositivo, sala multiuso e café, além de um cinema com 68 lugares. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas sócio-ambientais do Brasil e do mundo.

Serviço

Debate dados abertos e acesso à informação
Matilha Cultural, Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
19/04 (quita-feira), das 19h às 22h30 – debate começa às 20h30
Vagas limitas: 70 participantes
Inscrições pelo link http://tinyurl.com/rufus-helen ou no meetup.com
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

Extra: Pizza, Cerveja & Dados Abertos dia 23 de abril às 19h

Um encontro informal na Casa de Cultura Digital para quem tem interesse no tema dos dados e do conhecimento aberto em Sao Paulo. Apareca para conhecer pessoas, ideias e projetos que tenham a ver com abertura e compartilhamento. Com Rufus Pollock, co-fundador da Open Knowledge Foundation, e outros colaboradores e colaboradoras da comunidade que está se formando no Brasil.

  • Evento aberto e gratuito (mas nao deixe de confirmar presenca nesta página!)
  • Pizza e cerveja para todos! Cortesia da OKFN ; )
  • Hashtag: #okfnbr

Não é necessário inscrição, mas para termos uma idéia de quantos irão, confirme sua presença no meetup.com.

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