Novos ares na Open Knowledge Brasil

Ariel Kogan passa a integrar o Núcleo de Desenvolvimento Institucional da Open Knowledge. Foto: Observatório Social do Brasil

Assumi a diretoria executiva da Open Knowledge Brasil em Julho de 2016 com o objetivo principal de ajudar a organizar, reestruturar e construir um planejamento a médio/longo prazo para a organização.

Foi essa a nossa missão desde então, e temos conseguido bons avanços nessa direção. Atualmente temos quatro programas estratégicos – Escola de Dados, Gastos Abertos, Índice de Dados Abertos (adaptado do Open Data Index) e Inovação Cívica – todos eles, sendo executados por pessoas qualificadas, com alto potencial de gerar impacto na sociedade, e com boas expectativas de sustentabilidade nos próximos anos.

A organização é reconhecida no país como uma das mais relevantes na agenda da transparência, e vem desenvolvendo um trabalho fundamental no aprimoramento do ecossistema de abertura, estruturação, análise e uso de dados, com especial atenção aos usuários jornalistas. Isso mantendo sempre uma estrutura operacional enxuta, flexível, dinâmica e muito eficiente.

As articulações e parcerias com organizações da sociedade civil, acadêmicas, meios de comunicação e instituições públicas nos três níveis (federal, estadual e municipal) têm sido chave no processo de aprimoramento dos mecanismos de transparência e controle social no país. Somos participantes ativos da Parceria para Governo Aberto (OGP, na sigla em inglês), da Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS), atuamos com a DAPP da FGV em diferentes projetos, fechamos termos de cooperação com órgãos como o TCU e estamos em contato e colaboração com outros tribunais de contas nos estados e com o Ministério Público do Rio de Janeiro, para citar alguns exemplos.

O conhecimento relacionado à abertura de dados públicos nos melhores padrões internacionais e o uso de tecnologias innovadoras de ciência de dados e machine learning — em prol de uma cidadania mais informada e participativa — são, sem dúvidas, diferenciais do nosso trabalho.

Depois deste ciclo de reestruturação da Open Knowledge, é hora de uma nova liderança. E acredito que não poderia ter um nome melhor do que a Natália Mazotte para assumir a diretoria executiva da organização. Ela é uma pessoa qualificada para o cargo, em termos de conhecimento e capacidade de gestão, além de apresentar uma excelente predisposição para enfrentar os desafios e crises que a organização enfrenta no dia a dia, e enxergar neles boas oportunidades.

Nos próximos meses, a OKBR vai trabalhar na consolidação de três núcleos estratégicos para suas atividades: comunicação, administrativo/financeiro e desenvolvimento institucional. Áreas fundamentais para oferecer o apoio que os quatro programas e as diversas frentes de atuação precisam.

Tenho a honra de ter sido convidado para participar do núcleo de desenvolvimento institucional, que vai focar principalmente na captação de recursos e na articulação com parceiros estratégicos para a organização. Também, vou continuar contribuindo com o programa Open Data Index, em parceria com a FGV-DAPP.

A transparência talvez seja a agenda mais importante para o Brasil de hoje. Ela é uma vacina para duas das principais doenças sociais que enfrentamos, a corrupção e a polarização da sociedade. O Brasil não poderia ter avançado na luta contra a corrupção sem antes ter conseguido grandes avanços na agenda da transparência, acesso à informação pública e integridade.

Em tempos de desinformação e polarização, a abertura de dados públicos, sua análise qualificada por jornalistas e sociedade civil, o monitoramento das políticas públicas baseado em evidências e o incentivo à participação ativa dos cidadãos na vida política são chaves para avançarmos nas agendas democráticas.

Vida longa à Open Knowledge Brasil, que já cumpre um papel de destaque na América Latina, e seguirá tendo um papel fundamental no aprimoramento da transparência, integridade e acesso à informação pública no nível local, grande desafio dos municípios brasileiros.

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